Entre 2000 e 2014, número de mulheres presidiarias cresceu 560% no país,diz jornal!

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Segundo último levantamento INFOPEN,alcançado quase 38 mil,a metade delas com idades entre 18 e 29 anos. Cerca 10 mil tinham até 24 anos e duas entre 3 eram negras. A grande maioria, 70%, estava presa por tráfego de drogas a espera de julgamento. E esses são  números levantados ainda 2014.
As mulheres entraram em grande escala no comercio de drogas, atividade antes exclusivamente masculina. Mas, como no mercado de trabalho em geral, ocupam no tráfego posições subaltenas, mais vulneráveis e facilmente substituíveis, transportando, guardando ou embalando pequenas quantidades de droga. Outras montaram lojinhas em suas próprias casas, o que lis permitia cuidar dos filhos.Muitas foram pegas levando droga ou até mesmo  celulares e mensagens para seus companheiros presos. Acusados de tráfego, considerado é de hediondo desde a promulgação da lei das drogas, em 2006, que endureceu as penas para o traficante, essas presas são confinadas em presídios projetados para homens. Acontece que mulheres menstruam, em gravidam, parem e a amenta crianças.
Uma vez presídios e insalubres e quase sempre super lotados, a penas 25% recebem a visita de parentes e 14% de companheiros e maridos.Esse manimento da família e da sociedade tem raízes na visão machista que espera da mulher dedicação e bom comportamento, excluindo as que não se enquadram nesse modelo. O encarceramento de mulheres, a maioria jovens e responsáveis pelo sustento dos filhos, é devastado. Quebra a estrutura da família em muitas dimensões, causando desajustes sociais perversos, como declarou em 2014 o então ministro da justiça, José Eduardo Cardoso.
O artigo 138 do código de processo penal determina que o regime fechado pode ser transformado em prisão domiciliar no caso de mães de filhos menores de 12 anos e em outras situações, a depender da gravidade do delito cometido. Com esse argumento, os advogados de Adriana Ancelmo conseguiram tira- la de bangu para cumprir a pena em seu apartamento a beira- mar, por decisão do STJ, a pesar de ter apenas um filho prestes a completar 12 anos, além de outro de 14 anos. Para requerer o beneficio é preciso advogado. As poucas detentas que conseguem um  tem o pedido negado.
Em oficio dirigido a todos os tribunais no País, A ministra dos direitos humanos, Luislinda Valois, requereu o direito concedido Adriana Ancelmo para todas as detentas nas mesmas condições. Num País em que mulheres são algemadas na hora do parto, impedidas de amamentar e até dão a luz em solitárias, como ocorreu em outubro do ano passado no Rio de Janeiro, a iniciativa da ministra não passou de mera formalidade.