Gilmar Mendes diz que mídia inventa protocolo e deve parar com 'teoria conspiratória'

Gilmar Mendes diz que mídia inventa protocolo e deve parar com 'teoria conspiratória'
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e membro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou a postura da imprensa diante do encontro não agendado entre ele o presidente Michel Temer. "Há um certo estresse, um certo nervosismo por parte da própria mídia, e a invenção de um certo protocolo que ela mesmo não segue. (...) Um jogo de jogar suspeita, suspicácia sobre as pessoas. Quem opera mal e obra mal o faz de manhã, de tarde, à noite", observou Gilmar, defendendo que "tem que parar com esse tipo de teoria conspiratória". Segundo justificou, seu encontro na verdade seria com o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) para tratar da reforma política. Posteriormente ele foi avisado que o presidente Temer também participaria da conversa. "Estamos discutindo questões que precisam ser encaminhadas. E cada vez mais o tempo urge, nós estamos aí com a possibilidade da anualidade, precisa ser deliberado até setembro [para a reforma política valer já na próxima eleição, em 2018]. Agora, também não veria nenhum problema de o juiz Moro receber o presidente Lula ou José Dirceu", comparou. Gilmar Mendes disse ainda que não vê a situação como contato de um juiz com um investigado, mas como o presidente do TSE que tem que falar sobre eleições. Em caso de precisar de um crédito adicional de R$ 18 milhões para eleições no Amazonas, é necessário falar com o presidente. "Eu recebi Temer não na condição de alguém que tenha uma denúncia. Eu conversei com ele como chefe de estado, chefe de governo, e eu como presidente do TSE. Foi nessa condição", explicou. Gilmar ainda disse que no encontro entre ambos na semana passada foi tratada a sucessão na Procuradoria-Geral da República (PGR), mas que não fez qualquer recomendação para o peemedebista escolher um dos três nomes da lista tríplice enviada pelo Ministério Público. A escolhida foi a segunda colocada, procuradora Raquel Dodge, tida como favorita entre a cúpula do PSDB e do PMDB.