Capitão da PM lotado na 81 ª CIPM Itinga é preso suspeito de matar jovem a tiros e deixar adolescente paraplégico para 'vingar' assalto

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Policial lotado na 81 ª CIPM Itinga teve mandado de prisão cumprido nesta terça-feira (19). Suspeito estava trabalhando quando foi preso, segundo Polícia Civil.

Um capitão da Polícia Militar foi preso suspeito de matar um jovem a tiros e deixar um adolescente de 17 anos paraplégico em Salvador. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (22) pela Polícia Civil, o crime ocorreu em 27 de maio de 2017, no bairro de bairro de Piatã.

Conforme a investigação, Geraldo César Marques da Silva Azevedo, de 44 anos, teria atirado nas vítimas por suspeitar que os jovens tivessem cometido um assalto contra sua companheira.

O capitão estava com prisão temporária decretada e foi preso no local de trabalho, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, na terça-feira (19). A polícia não divulgou quando o mandado de prisão foi expedido pela Justiça.

O capitão foi localizado por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Corregedoria da PM. O policial é lotado na 81ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).

No dia do crime, o jovem que morreu, que não teve idade divulgada, foi baleado no tórax e nas costas. Ele foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu. Já o adolescente de 17 anos foi atingido no abdômen, tórax e braço direito e ficou paraplégico. A polícia não informou se realmente os dois jovens teriam praticado o assalto contra a mulher do capitão.

Uma pistola ponto 40, que segundo a Polícia Civil pertence à Polícia Militar da Bahia, um revólver calibre 38 e a bermuda que o capitão usava no dia do crime foram apreendidos e encaminhados à perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Geraldo foi encaminhado para o Complexo Penitenciário da Mata Escura, onde permanece à disposição da Justiça, segundo informou a Polícia Civil.

Em nota a PM disse que o capitão está na corporação há 14 anos e que um Processo Administrativo Disciplinar foi instaurado (PAD) pela Corregedoria para apurar a conduta de acordo com o Estatuto dos Policiais Militares. As declarações do policial militar serão colhidas no curso do procedimento apuratório, conforme a corporação. Ainda segundo o órgão, um dos resultados do PAD pode ser a pena de demissão.


Fonte: G1 Ba