Conselheiros da Cultura de Lauro de Freitas são empossados

                               
Os trinta e três novos conselheiros de Cultura de Lauro de Freitas foram empossados na noite da última quarta-feira (4). A cerimônia, realizada no Cine Teatro, atraiu bailarinos, artesãos, músicos e atores da cena local para assistir as apresentações e homenagens aos mestres da cultura laurofreitense.

Criado em 2008, durante a segunda gestão da prefeita Moema Gramacho, o Conselho Municipal de Cultura (CMC) tem atribuições deliberativas, normativas e fiscalizadoras. O órgão é vinculado a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). " Os conselheiros têm extrema importância no cumprimento do papel que irão representar. Devem não apenas participar das reuniões, mas também estar sempre próximo a população", destacou Moema em seu discurso.

O mandato dos membros do CMC tem a duração de dois anos ( 2017/2019). As funções não são remuneradas. O Conselho é composto de representantes do poder executivo -indicados pela prefeita- e da sociedade civil - escolhidos por meio de processos eleitorais. " O CMC volta a sua atuação com força total, haja vista o processo eleitoral ocorrido em agosto deste ano, quando tivemos uma participação três vezes maior que na eleição anterior", frisou o secretário de Cultura e membro titular do CMC, Manoel Carlos dos Santos.

Considerado um mestre da cultura popular de Lauro de Freitas, o historiador Gildásio Freitas fez um apanhado da composição histórica e cultural do município. O professor citou nomes como o de Antônio Caranguejo, Dona Arcanja, Raimundo das Neves e dona Aidê. "Esta cidade tem uma riqueza e diversidade cultural inigualáveis", disse.

O evento reservou espaço para homenagear Raimundo do Bankoma, neto de Santo de Joãozinho da Gomeia e filho de santo de Mãe Mirinha de Portão. Ele foi o primeiro presidente do CMC e deixou forte legado na cultura de Matriz Africana. Outro importante nome lembrado foi o de dona Antônia, esposa do artesão Balaiero. A matriarca veio morar da cidade quando ainda se chamava Santo Amaro de Ipitanga e aqui criou filhos e netos. Dona Antônia faleceu na semana passada, de causas naturais. "Perda lamentável", salientou a prefeita.


Fonte: ASCOM PMLF