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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Agressor da ex, filho de prefeito tem depressão, afirma advogado

                            Agressor da ex, filho de prefeito tem depressão, afirma advogado
A vida do estudante de Direito Filipe Pedreira, 19 anos, mudou de forma radical, desde que ele agrediu, dia 8 de maio, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, a socos, mordidas e ponta-pés, a ex-esposa e também estudante de Direito Clara Emanuele Santos Vieira, 20, a quem ainda feriu as unhas e cortou o cabelo usando uma faca.

Acostumado a ir a festas de som de paredão, onde ia armado e dava tiros para cima, impondo respeito, e a viajar pelo Recôncavo usando veículos do pai, o prefeito de Salinas da Margarida Wilson Pedreira (PSD), Filipinho, como é conhecido, não bota a cara na rua há uma semana, teve de apagar as contas em redes sociais da internet e está com depressão – mas um psicólogo o auxilia. 

A vida dele, agora, é colado no smartphone na casa dos pais, em Salinas da Margarida, cidade de 15 mil habitantes. O jovem, que gosta de andar armado, tem medo de sair e ser enxovalhado pela sociedade, após ter sido, segundo o advogado de defesa Eldo Lago, apontado pela família de Clara e pela imprensa como “marginal”, termo considerado pelo defensor como exagerado.

O crime que Filipe cometeu tem rendido, até o momento, apenas uma lesão corporal leve, segundo as investigações policiais. Lesão corporal leve é quando a pessoa fica impedida de trabalhar por até 30 dias; a média por mais de 30 dias e a lesão grave por mais de 60 dias de impossibilidade de exercer as atividades.


A “pena” de Filipe, por enquanto, tem sido a de não poder se aproximar a uma distância de 100 metros de Clara e do filho deles dois, que tem 1 ano leva o nome do pai. No caso de Clara, a determinação judicial é por seis meses, e para o filho vale por três meses. E a causa da depressão, segundo o advogado Eldo Lago, tem sido justamente ficar longe do menino, a quem Filipe atingiu com spray de pimenta durante as agressões ao pai de Clara, o prefeito da cidade de Muniz Ferreira, Wéllington Vieira, do PSD e amigo de Wilson Pedreira.

 “Ele é um pai exemplar”, diz Lago sobre Filipe. “O spray de pimenta não foi direcionado ao filho. Acabou pegando, mas não foi por culpa”, completa. A criança, no dia da agressão, foi levada desmaiada para o hospital, segundo relato de Clara, que apanhava de Filipe até quando estava grávida, mas escondia as agressões. Eles estavam juntos desde o São João de 2015.
                                             

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