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segunda-feira, 4 de junho de 2018

“Fake news podem envenenar processo eleitoral”

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O cientista político e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Jorge Almeida, avalia que é impossível prever o impacto real das fake news na eleição brasileira deste ano, mas, segundo ele, as notícias falsas devem “envenenar” o processo eleitoral. Já que grupos políticos tanto de esquerda quanto de direita têm usado informações mentirosas para “manipular a opinião pública”. À Tribuna, Jorge Almeida ressaltou que há estudos que comprovam a criação de fake news, até mesmo por empresas, na eleição americana que elegeu Donaldo Trump e no plebiscito no qual definiu a saída do Reino Unido da União Europeia. Segundo o cientista político, no Brasil, o maior fabricador de notícias falsas é o Movimento Brasil Livre (MBL), que apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com o especialista, grupos extremistas de direita são os que mais usam das fake news no Brasil para “reforçar determinadas posições e queimar os adversários”. Também, segundo ele, tentam “criar situações políticas que favoreçam candidaturas ou o golpe militar”. Jorge Almeida salientou que, na eleição presidencial de 2014, pessoas ligadas aos então candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) já usaram as fake news. A tendência, no entanto, é que, no pleito deste ano, a propagação de informações mentirosas seja ainda maior. O cientista político observou, ainda, que são por meio do aplicativo WhatsApp e da rede social Facebook que se distribuem a maior quantidade de fake news. Para ele, os autores deste tipo de notícia precisam ser penalizados.

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