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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Acusado de estupro, padrasto de Eva é investigado por outros crimes em Camaçari

Custodiado no Centro de Observação Penal (COP), no presídio da Mata Escura, em Salvador, o padrasto de Eva Luana, de 21 anos, Thiago Oliveira Alves, suspeito de torturá-la e estuprá-la durante oito anos, está sendo investigado por cerca de 8 a 10 crimes, que também teriam sido cometidos contra mãe e sua irmã de seis anos.

A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira, 21, durante coletiva para imprensa no Ministério Público da Bahia (MP-BA), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Na ocasião, a promotora de Justiça da Vara Paz em Casa, de Camaçari, Ana Carina Sena, esclareceu alguns detalhes sobre o caso.

Segundo ela, o prazo para Thiago apresentar um advogado foi no sábado (23) caso contrário, um juiz que acompanha o caso poderá decretar que a defesa seja feita por um defensor público. Em seguida, será marcada uma audiência de instrução, onde as vítimas, as testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas e o réu interrogado. Enquanto isso, Eva e sua família continuam sob proteção judicial.

“Quando li o inquérito logo percebi que teria repercussão. Com a ajuda de minha estagiária que é colega de turma de Eva, consegui chegar até ela. Ouvi o relato da vítima e percebi que são inúmeros crimes. Demos entrada no processo e o juiz decretou a prisão preventiva do acusado”.



De acordo com Ana Karina, em outubro de 2011, Eva e sua mãe compareceram a uma delegacia para fazer uma denúncia contra Thiago, mas, dois meses depois retornaram à unidade policial e apresentaram uma nova versão.

“Em janeiro de 2012 elas compareceram à delegacia e disseram que o autor da conjunção carnal não era o padrasto, mas sim, um namorado de Eva, que ela não recordava o nome, nem sabia onde se encontrava. Então, naquela época a denúncia foi arquivada, já que não existia crime contra o padrasto. Mas hoje sabemos que elas voltaram atrás porque eram ameaçadas por Thiago”, relatou Ana Karina.

Conforme a promotora, foram narrados diversos crimes, inclusive contra a vida, onde serão analisados pela Vara do Júri, já que a Vara de Violência Doméstica não possui atribuição para julgar esta categoria de crime.

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