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sábado, 6 de abril de 2019

Cabral diz que Aécio ‘ligou para agradecer’ dinheiro de repasses ilegais

Condenado a 198 anos e seis meses de prisão decorrentes de processos da Operação Lava Jato, Sérgio Cabral (MDB), ex-governador do Rio de Janeiro, depôs nesta sexta-feira (5) sobre esquema de corrupção com empresa de transporte público.

Cabral se desculpou perante o juiz Marcelo Bretas, e admitiu que mandou o dinheiro para a campanha de seis políticos em 2014, entre eles o então concorrente à presidência Aécio Neves (PSDB). Segundo o mdbista, o mineiro não participou da reunião, feita com o responsável pela campanha, mas depois “ligou para agradecer”.

“Tenho uma relação afetiva muito grande com Aécio Neves […] Eu chamei o Lavouras e mandei procurar o Osvaldo que é o homem que cuidava do dinheiro dele. O Aécio não participou da reunião, essa reunião foi entre mim e o Lavouras. Depois, ele me ligou pra agradecer”, revelou Cabral, que afirmou ainda que R$1,5 milhão foi do dinheiro de repasses ilegais da Fetranspor, e outros R$ 1,5 milhão advindos de propinas da OAS.

A lista dos beneficiados com o esquema inclui, além de Aécio, o também ex-governador do Rio, Antonhy Garotinho (PRP), Eduardo Paes (PRP), o prefeito Marcelo Crivella (PRB), – que corre o risco de sofrer impeachment – o ex- ministro Moreira Franco (MDB) e Luiz Fernando Pezão (MDB), que concorreu às eleições e se tornou o sucessor de Cabral no Palácio da Guanabara.

Sérgio Cabral contou que um dos seus erros foi querer Pezão como o seu sucessor “a todo custo” e mandou um recado para a classe política: “Não tentem fazer os seus sucessores a todo custo. Eu quis fazer o Pezão a todo custo e, para isto, reuni os meus treze principais colaboradores”.

Ele acrescentou que a “corrupção é uma praga”, que deveria ter repelido a tentação do “poder”, mas “é irresistível”. Arrependido, o ex-governador garante que sempre se desculpa com os filhos e com a sua esposa, Adriana Ancelmo.

Cabral é acusado de receber R$ 144,7 milhões do esquema da Fetranspor, entre 2010 e 2016, ano em que foi preso. Perguntado por Bretas se o valor “girava em torno disso”, o político concordou, diferente da primeira vez em que foi convocado a depôr, no ano passado.

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