NOTÍCIAS 24HS

Post Top Ad

Your Ad Spot

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Escritoras negras movimentam discussões sobre identidade na literatura contemporânea

Mulheres que trafegam nas bordas da literatura tradicional, por escritas que acionam heroínas negras da história do Brasil, afetividades monoraciais e não-heterossexuais. Jarid Arraes (CE), Ryane Leão (MT), Lívia Natália (BA) e Amara Moira (SP) são algumas destas, que complexificam o debate contemporâneo sobre literatura, e estarão nas mesas do dia 14 de novembro, no Festival Literário Nacional (Flin): Diversas Leituras & Novos Caminhos, evento realizado pelo Governo do Estado.

Pela manhã, na mesa “Intervenções femininas: o meu lugar nas periferias do mundo”, Jarid Arraes (CE) e Paloma Franca Amorim (PA) levam referências de escritoras jovens do Norte-Nordeste e dinâmicas do mercado editorial na integração de escritores dissidentes. À tarde, a mesa “Linhas de afeto na zona de batalha zeferina”; com as autoras Lívia Natália (BA) e Ryane Leão (MT), fala de poesia negra e afetividade.

A autora e professora, Lívia Natália, conta que o primeiro romance brasileiro foi escrito por uma mulher negra, a Maria Firmina, e que em toda tradição literária mulheres negras seguiram escrevendo. “Nós estamos na contemporaneidade seguindo a herança deixada para nós pelas mais velhas. Somos as vozes que ecoam as suas palavras, atualizando o que é ser mulher negra em um contexto político, social e cultural que não reconhece a nossa humanidade”.

À noite, a esfera da sexualidade aparece como impulso criativo e remodelador do que se tem por literatura erótica, com o tema “Fronteiras do corpo, reconfigurações da alma”, com Amara Moira (SP), transfeminista, doutora em Crítica Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora do livro Se eu Fosse Puta, e Regina Navarro Lins (SP/BA), psicóloga, autora em sexualidade e colaboradora do programa Amor e Sexo, da Rede Globo. As escritoras falam do interesse geral do público quando o assunto é sexo e como ele pode ser mais diverso em termos de gênero e sexualidade.

O campo da literatura contemporânea, ainda que mais aberto e em expansão, coloca muitos desafios às mulheres. Na Academia Brasileira de Letras, por exemplo, dos 40 membros, apenas cinco são mulheres, nenhuma delas negra. A passos lentos, elas vêm conquistando espaços literários, menções e homenagens em festas literárias. No Flin, as mulheres são mais de 50% da programação.

Confira aqui a programação completa

Flin é abreviação do Festival Nacional Literário (Flin): Diversas Leituras & Novos Caminhos - projeto realizado pelo Governo do Estado da Bahia e coordenado pela Secretaria de Cultura (Secult), através da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA). O Festival conta com a parceria das secretarias de Administração (Saeb), através da Superintendência de Atendimento ao Cidadão (SAC); de Comunicação (Secom); de Educação (SEC); de Meio Ambiente (Sema); de Saúde (Sesab), através da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba); de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), através do Serviço de Intermediação para o Trabalho (Sinebahia) e da Superintendência  dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb); de Políticas para as Mulheres (SPM); de Promoção da Igualdade Social (Sepromi); de Tecnologia e Ciência (Secti); de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e de Turismo (Setur), através da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), além da Defensoria Pública do Estado da Bahia; da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA); do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

Nenhum comentário:

Post Top Ad

Your Ad Spot

MAIN MENU