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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Marcha e Caminhada da Liberdade marcam Dia da Consciência Negra

Um dos lugares mais simbólicos de Salvador é a Ladeira do Curuzu, onde fica a Senzala do Barro Preto, sede do primeiro bloco afro do Brasil, o Ilê Aiyê. Nesta quarta-feira (20), Dia da Consciência Negra, o local ganhou um simbolismo maior com a Caminha da Liberdade, que seguiu em direção ao Pelourinho, reunindo autoridades, representantes do movimento negro e centenas de soteropolitanos e turistas.
Embalados pela batucada do ‘Mais Belo dos Belos’ e de outras entidades como o Muzenza e o Malê de Balê, os participantes ajudaram a manter viva a já tradicional caminhada, que completa 18 anos. A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, destacou que "apoiar eventos como esse, de forma transversal com outros órgãos estaduais, é uma determinação do governador, de forma a manter o compromisso de combate ao racismo estrutural e desdobramentos como o racismo institucional. Por isso mesmo esse compromisso também faz parte do Plano Plurianual Participativo e deve ser cumprido por todas as secretarias".

Presidente do Muzenza e coordenador do Fórum de Entidades Negras da Bahia, Jorge Santos contou que o tema desta edição é '220 anos do enforcamento dos mártires da Revolta dos Búzios'. "Esses guerreiros foram heróis e não bandidos, como alguns costumam dizer. Eles precisam, sim, ser homenageados. São 18 anos carregando essa tradição para sensibilizar as pessoas que Dia da Consciência Negra é todo dia", alertou.
Antônio Carlos dos Santos, o Vovô do Ilê, figura icônica que preside o Ilê Aiyê, lembrou que "esse tipo de manifestação começou com o 'Mais Belos dos Belos', nos anos 80, com as celebrações a Zumbi dos Palmares e, hoje, felizmente, acontecem em toda a cidade".

Marcha da Consciência Negra

Outro evento realizado na tarde desta quarta-feira (20) foi a 40ª Marcha da Consciência Negra Zumbi e Dandara, que saiu do Campo Grande em direção à Praça Municipal, homenageando o preso político Mumia Abu-Jamal, pseudônimo de Wesley Cook, ex-integrante do Partido dos Panteras Negras e condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.

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